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Transporte ferroviário e aquaviário possuem as menores emissões de carbono

Transporte ferroviário e aquaviário possuem as menores emissões de carbono

É possível comprovar agora que desde 1990 alguns setores de atividade económica estão a reduzir as suas emissões de carbono, contudo a descarbonização do setor dos transportes verifica-se lenta. É assim fundamental o investimento na transformação deste setor, tanto na mobilidade de passageiros como na de mercadorias, conduzindo-o a um futuro não dependente de combustíveis fósseis.

Para que o Acordo de Paris seja cumprido e, mais concretamente o Pacto Verde Europeu, os países da União Europeia necessitam de reduzir drasticamente as suas emissões de carbono e desta forma impõe-se a questão: quais os transportes responsáveis pela menor quantidade de emissões?

Para garantir a resposta a esta questão foi solicitado um estudo pela Agência Europeia para o Ambiente e, de acordo com os seus resultados, o comboio é claramente o meio de transporte de passageiros responsável pela menor emissão poluente, seguido pelo transporte marítimo de passageiros (de notar que estes valores apenas incluem transporte funcional como o ferry de passageiros e veículos, não se encontram contemplados os navios de cruzeiro). Em terceiro lugar apresentam-se os transportes rodoviários coletivos, em quarto os transportes rodoviários individuais e em último o transporte aéreo.

Apesar de a análise variar consideravelmente de país para país foi possível chegar aos seguintes resultados para o transporte de mercadorias: com melhor desempenho encontra-se o transporte marítimo, seguido pelo ferroviário e aquaviário (casos de transportes de curta distância, no original Inland Waterways), em penúltimo o rodoviário e por fim o aéreo. Destaca-se nestes resultados a grande diferença entre as emissões dos três primeiros meios de transportes (marítimo, ferroviário e aquaviário) para os restantes dois.

É também denotado pelos responsáveis do estudo que tendo em conta as variantes como sejam a geografia, a existência de infraestruturas, o investimento na melhoria destas infraestruturas existentes e o tempo de viagem (importante por exemplo para os artigos perecíveis), os meios de transporte devem ser avaliados individualmente e adaptados a cada realidade. São necessários mais estudos para que seja possível apurar resultados com melhor qualidade e acompanhar a tendência dos transportes por um longo período.

Estes resultados devem assim ser encarados como iniciais e incentivar os países a financiar melhorias nos transportes mais sustentáveis, uma vez que é claro também pelo estudo, durante os 5 anos da sua duração, foram apenas observadas melhorias nos setores da aviação e rodovia tendo os restantes sido mantidos estagnados.

Desta forma é possível concluir que o transporte marítimo e ferroviário (passageiros e mercadorias) são de longe os menos poluentes pelo que devem ser priorizados, dependendo das características de cada país e rotas de transporte ativas é necessária uma adaptação individual, e um investimento na melhoria genérica da eficiência e consequente redução das emissões de todos os transportes viáveis é assim imperativo.

A sustentabilidade do planeta é fulcral para a nossa sobrevivência, os acordos existem e os objetivos também, agora é arregaçar as mangas e trabalhar para os alcançar.

Cada um de nós com a sua responsabilidade. Porque podemos sempre fazer melhor pelo planeta. Juntem-se a nós.