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Iniciativa Stop Fining

Iniciativa Stop Fining

Numa publicação anterior mencionamos a importância que tubarões e raias têm para os nossos mares e oceanos e o quão ameaçadas estas espécies se encontram.

Hoje dedicamos esta publicação a mais uma iniciativa que pretende salvaguardar as espécies de tubarões e denomina-se Stop Fining.

O fining consiste na remoção das barbatanas aos tubarões, capturados especificamente ou acessoriamente durante a pesca do atum ou espadarte, e a devolução dos animais ainda vivos ao mar onde, não podendo nadar, sangram até à morte ou se afogam.

Esta prática abominável deve ser terminada, mas para tal é necessária regulamentação europeia.

É neste sentido que surge a iniciativa Stop Fining, proposta por cidadãos, e que pretende: acabar com o comércio de barbatanas na União Europeia (UE), incluindo a importação, a exportação e o trânsito de barbatanas que não se encontrem naturalmente unidas ao corpo do animal; melhorar a regulamentação já existente para que passe a abranger também o comércio de barbatanas e a elaboração de um novo regulamento que imponha a obrigação de manter as “barbatanas naturalmente unidas ao corpo” a todo o comércio de tubarões e raias na UE.

Para esclarecer quem possa acreditar que o fining não é praticado nos países da UE eis os últimos dados:

- todos os anos morrem nos nossos oceanos até 273 milhões de tubarões;

- todos os anos calcula-se que, pelo menos, 73 milhões de tubarões morrem apenas pelas suas barbatanas;

- encontra-se em vigor a proibição de remoção das barbatanas a bordo dos navios da UE e nas águas da UE, e a obrigação de desembarque dos tubarões com as barbatanas unidas ao corpo, contudo

- a UE é um dos maiores exportadores de barbatanas do mundo e uma importante plataforma de trânsito para o comércio mundial de barbatanas.

Claramente a legislação atual não está a funcionar, são necessárias mais regras, mais proteção a estas espécies.

Esta iniciativa precisa do apoio dos cidadãos mais concretamente das suas assinaturas. Pode fazer parte aceda ao site oficial da iniciativa.

Junte o seu nome ao nosso. Ajude a abolir esta prática. Ajude a salvar os guardiões dos mares.



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